sexta-feira, 22 de maio de 2009

Anemia de Fanconi

Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida (SIDA)

Cancro

Fibrose Cística

Choque Anafilático (Anafilaxia)

Espinha Bífida

Paralisia Cerebral

Síndrome de Tourette

Síndrome do X Frágil

Síndrome de Treacher Collins

Prevalência

6/100.000

Mortalidade/Morbilidade

?

Raça

?

Sexo

Afecta igualmente ambos os sexos (doença autossómica)

Gene afectado

TCOF1

Penetrância da mutação

?

Mecanismos de transmissão da doença

É uma doença autossómica dominante.

Aconselhamento genético

Sendo uma doença autossómica dominante, o filho de um progenitor com este síndrome tem 50% de probabilidades de ser doente.
No entanto, 60% dos casos de Treacher Collins devem-se a mutações de novo.
É possível a realização de diagnóstico pré-natal em gravidezes de risco acrescido para esta doença.

Características da doença

Hipoplasia do osso malar e da mandíbula
Anormalidades no ouvido externo
Coloboma (notching) of the lower eyelid,
Ausência de pestanas na pálpebra inferior
Preauricular hair displacement.
40%-50% apresentam defeitos no canal auditivo, normalmente devidos a mal-formações (incluindo ankylosis, hipoplasia ou ausência) dos ossículos e hipoplasia das cavidades do ouvido médio.
As estruturas do ouvido interno tendem a ser normais.
Outros defeitos mais invulgares incluem a fenda do palato com ou sem fenda labial e estenose ou atresia unilateral ou bilateral das choanas.

Testes laboratoriais

?

Tratamento

Direccionado para as necessidades individuais, preferencialmente por uma equipe multidisciplinar ligada à área craniofacial.
Os neonatais podem requerer um posicionamento especial ou traqueotomia para o funcionamento da via aérea.
A perda de audição é tratada com amplificação da condução óssea, terapia da fala e intervenção educacional.
É frequentemente necessária a reconstrução craniofacial.
Se presente, a fenda do palato é reparada entre o 1º e o 2º ano de vida.
A reconstrução dos malares e orbital é feita entre os 5 e os 7 anos.
A reconstrução do ouvido interno é feita depois dos 6 anos.
A idade da reconstrução maxilomandibular varia com a gravidade da situação.
Procedimentos orthognathic ocorrem normalmente antes dos 16 anos.
Microtia bilateral e/ou canais auditivos estreitos requerem reconstrução.

Bibliografia

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/bookshelf/br.fcgi?book=gene&part=tcs
http://www.orpha.net/orphacom/cahiers/docs/GB/Prevalence_of_rare_diseases.pdf

Síndrome de Prader-Willi

Síndrome de Klinefelter

Síndrome de Down

Síndrome de DiGeorge

Síndrome de Angelman

Prevalência

6,5/100.000

Mortalidade/Morbilidade

Não há informação quanto à esperança média de vida, mas esta aparenta ser normal.

Raça

Afecta de igual forma indivíduos de todas as raças e etnias.

Sexo

Afecta de igual modo indivíduos do sexo feminino e masculino.

Gene Afectado

15q11.2-q13

Sintomatologia

  • Atraso severo no desenvolvimento e/ou atraso mental;
  • Atraso severo na fala;
  • Dificuldades no andar e/ou tremor dos membros inferiores;
  • Comportamento invulgar com expressão de felicidade inapropriada que inclui riso frequente, sorriso e excitação;
  • Microcefalia e convulsões são comuns;
  • Atrasos no desenvolvimento passam despercebidos até cerca dos 6 meses; contudo os outros sintomas característicos deste síndrome passam despercebidos até cerca de 1 ano de idade (altura em que o diagnóstico clínico se torna óbvio).

Diagnóstico/Testes

  • Combinação de análises clínicas;
  • Testes genéticos e moleculares;
  • Análise citogenética.

Já foram desenvolvidos critérios consensuais para o diagnóstico desta doença.

  • É um caso característico de imprinting genómico causado pela metilação ou deleção (78% dos casos) de uma parte do cromossoma materno.
  • Menos de 1% dos casos tem um rearranjo cromossomal citogeneticamente visível (translocação ou inversão).
  • A análise da sequência UBE3A detecta mutações em aproximadamente 11% dos indivíduos.
  • Assim, testes moleculares e genéticos (análise da metilação e da sequência UBE3A) identifica alterações em aproximadamente 90% dos indivíduos.
  • Os restantes 10% com fenótipo clássico deste síndrome têm mecanismos genéticos presentmente não identificáveis.
Tratamento

  • Controlo das dificuldades alimentares, prisão de ventre, refluxo gastro-esofágico e estrabismo;
  • Drogas anti-epilépticas para as convulsões;
  • Fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala com destaque para a comunicação não verbal, incluindo o recurso a auxiliares de comunicação, como cartas com figuras ou quadros, e assinar;
  • Individualização e flexibilidade em relação à escola;
  • Sedativos para evitar que passem toda a noite acordados;
  • Casacos tóraco-lombares e/ou intervenção cirúrgica para a escoliose.
Prevenção de complicações secundárias

As crianças com convulsões correm alguns riscos, pois movimentos anormais podem ser confundidos com convulsões e devido a anomalias no EEG, as anomalias podem persistir mesmo quando as convulsões estão controladas. Agentes sedativos como fenotiazinas podem causar efeitos secundários negativos.

Cuidados

Exame clínico anual à escoliose
Avaliação das crianças mais velhas para o risco de obesidade pelo apetite excessivo

Agentes/circunstâncias a evitar

Vigabatrina and tigabina porque aumentam os níveis de GABA no cérebro.

Aconselhamento genético

O síndrome de Angelman é causado pelo imprinting do 15q11.2-q13

O risco para os irmãos de um doente depende do mecanismo genético que contribuiu para a perda daquela região genética:

  • Geralmente, menos de 1% se o problema for uma deleção ou UPD;
  • 50% se for uma ID ou uma mutação do UBE3A.
  • Membros da família da mãe também têm um risco acrescido se a mutação for por ID ou UBE3A. Rearranjos cromossómicos citogeneticamente visíveis podem ser herdados ou de novo. O diagnóstico pré-natal para gravidezes de risco elevado é possível quando o mecanismo genético subjacente é uma deleção, UPD, ID, uma mutação do UBE3A ou um rearranjo cromossómico.

Diagnóstico clínico

Os recém-nascidos costumam apresentar um fenótipo normal;
Atrasos no desenvolvimento costumam ser notados por volta dos 6 meses mas pode demorar muito tempo até que os sintomas indiquem claramente que se trata deste síndrome.

Características normalmente presentes nos indivíduos afectados

  • História pré-natal e de nascimento normal;
  • Perímetro da cabeça normal ao nascimento;
  • Sem defeitos de nascimento;
  • Perfis laboratoriais metabólicos, hematológicos e químicos normais;
  • Cérebro estruturalmente normal no MRI e CT, embora se possa observar atrofia cortical ou desmielinização;
  • Atraso no atingir das metas normais da idade sem perda de capacidades já adquiridas;
  • Evidência de atraso no desenvlvimento entre os 6 e os 12 meses, eventualemente classificada como severa;
  • Atraso na fala, podem ser não-verbais ou ter muito poucas palavras; compreensão da linguagem e comunicações não verbais mais desenvolvidas.
  • Equilíbrio e movimentos não normais, usualmente dificuldade em andar e/ou movimento trémulo das pernas.
  • Comportamentos estranhos, incluindo uma combinação de riso/sorriso frequente; expressão aparente de felicidade; excitação, por vezes acompanhada de movimentos das mãos;
  • Comportamento hipermotor;
  • Pouca capacidade de concentração.

Características presentes em mais de 80% dos indivíduos afectados

  • Atraso ou crescimento desproporcionalmente lento do perímetro craniano, resultando normalmente em microcefalia absoluta ou relativa por volta dos 2 anos;
  • As convulsões normalmente começam antes dos 3 anos;
  • EEG anormal com um padrão característico de ondas de pico lento e grande amplitude.

Características em menos de 80% dos indivíduos afectados

  • Plagiocefalia;
  • Sulco no osso occipital;
  • Macroglossia;
  • Língua entre os incisivos durante a deglutição, fala e repouso;
  • Dificuldade em sugar e deglutir;
  • Problemas alimentares e/ou hipotónus durante a infância;
  • Maxilar inferior maior do que o superior (prognatia);
  • Boca grande com dentes espaçados;
  • Dificuldade em controlar a baba;
  • Movimentos excessivos com a boca;
  • Estrabismo;
  • Pouca pigmentação na pele, cor clara de cabelo e de olhos (comparando com a família) - visto apenas naqueles que apresentam uma deleção;
  • Reflexos hiperactivos da extremidade inferior dos tendões profundos;
  • Braço elevado e flectido, especialmente quando andam;
  • Passadas largas com os pés voltados para dentro;
  • Sensibilidade acrescida para o calor;
  • Ciclos de sono anormais e necessidade de dormir diminuída;
  • Atracção/fascínio pela água e por coisas que façam "barulhinhos" como alguns papeis e plásticos.
  • Comportamentos alimentares anormais;
  • Obesidade (nas crianças mais velhas; mais comum naqueles com uma deleção);
  • Escoliose;
  • Prisão de ventre.

História natural da doença

  • História pré-natal, dsenvolvimento fetal, peso ao nascimento e perímetro craniano ao nascimento geralmente normais;
  • Bebés com síndrome de Angelman podem ter dificuldades em ser amamentados ou em serem alimentados por biberão (devido às dificuldades na deglutição) e podem também apresentar hipotónus;
  • Pode ocorrer refluxo gastroesofágico;
  • O síndrome de Angelman pode ser colocado como umahipótese quando se verifica um atraso em atingir os patamares normais de desenvolvimento dos bebés, hipotónus e atraso na fala;
  • Algumas crianças apresentam um ar de extrema felicidade com gargalhadas e ataques de riso;
  • 50% das crianças desenvolvem microcefalia por volta dos 12 meses;
  • Pode ocorrer estrabismo;
  • Podem ser notadas tremuras perto dos 12 meses, normalmente acompanhadas de reflexos aumentados dos tendões profundos;
  • As convulsões costumam ocorrer entre 1 e 3 anos de idade;
  • As convulsões podem ser muito variadas, e incluem níveis motores elevados e mais baixos;
  • Espasmos infantis são raros;
  • MRI ao cérebro pode mostrar atrofia e desmielinização moderada, mas não há lesões estruturais;
  • A maior parte das crianças com Síndrome de Angelman começa a andar entre os dois anos e meio e os seis, e nessa altura terá um andar estranho, semelhante ao de um robot, com os braços elevados, para a frente e dobrados, actividade hipermotora, riso excessivo, língua aumentada, dificuldade em controlar a saliva dentro da boca, ausência de fala e procura de convivência social.
  • 10% destas crianças não anda;
  • Alterações no sono são comuns, especialmente estando acordados durante a noite e acordando cedo. Segundo os pais, estas crianças têm necessidades diminutas de dormir;
  • Praticamente todas as crianças com Síndrome de Angelman são hiperactivas;
  • Os bebés e as crianças podem apresentar uma actividade incessante de tentativa de pôr as mãos ou brinquedos na boca, experimentando diferentes objectos;
  • Falta de concentração;
  • Alguns comportamentos podem sugerir um problema no espectro autista, embora a convivência social seja geralmente boa e os comportamentos típcos do autismo, como alinhar brinquedos, quase nunca se verifiquem;
  • A utilização correcta de uma ou duas palavras de forma consistente é invulgar;
  • As ferramentas de recepção de linguagem encontram-se muito mais desenvolvidas do que as de expressão de linguagem;
  • A maior parte das crianças mais crescidas com Síndrome de Angelman consegue comunicar apontando e usando gestos e usando a comunicação com quadros de comunicação;
  • Não se verifica um uso eficiente e fluente de linguagem gestual;
  • A puberdade dá-se no período normal e não parece que haja problemas reprodutivos quer em homens quer em mulheres.
  • A fertilidade aparenta ser normal; Lossie e Driscoll (1999) reportaram a transmissão de um Síndrome de Angelman por deleção para um feto pela mãe afectada;
  • Os adultos jovens têm uma boa condição física com excepção das possíveis convulsões;
  • A prisão de ventre é comum;
  • A escoliose fica frequente com o avançar da idade.
  • Não é possível estes adultos terem uma vida independente, mas a maior parte pode viver em casa ou em lares.

Bibliografia: http://www.orpha.net/orphacom/cahiers/docs/GB/Prevalence_of_rare_diseases.pdf

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/bookshelf/br.fcgi?book=gene&part=angelman

Imunodeficiência Severa Combinada (SCID)

Síndrome de Turner

Acidente Vascular Cerebral

Deficiência de N-Acetilglutamato Sintase (NAGS)

Homocistinúria

Hemofilia A

Hemocromatose

Doença Granulomatosa Crónica

Deficiência de Adenosina Desaminase

Síndrome de Lesch-Nyhan

Prevalência

1/380.000

Mortalidade/Morbilidade
  • Normalmente os indivíduos doentes não passam dos 40 anos;
  • Apesar do tratamento, alguns pacientes sofrem de falha renal e urosepsia (infecções causadas pela urina);
  • Nos casos mais graves costuma haver uma incapacidade de andar;
  • Alguns pacientes sofrem de disfagia progressiva (dificuldade de deglutição) e acabam por morrer depois por asfixia ou pneumonia;
  • Ocorrem vários casos de morte súbita (provavelmente devido a falhas respiratórias - patologia cervical).

Raça

Não foi notada qualquer tipo de superioridade na prevalência em nenhuma raça ou etnia em particular.

Sexo

Afecta principalmente indivíduos do sexo masculino.

Gene Afectado

Gne HPRT: localizado no braço longo (q) do cromossoma X na posição 26.1 (Xq26.1). Tem cerca de 39.8 kb. Localiza-se entre os pares de bases 133,421,922 e 133,462,361 no cromossoma X.

Mutações mais frequentes

As mutações documentadas têm um elevado grau de heterogeneidade no tipo e localização dentro do próprio gene: delecções, inserções, duplicações, mutações pontuais, conversões para codões stop, mutações em locais de splicing e outros rearranjos genéticos têm sido descritos como causa para a deficiência da enzima hipoxantina-guanina fosforibosiltransferase (codificada pelo gene acima mencionado).

Já foram descritas mais do que 300 mutações para este gene (algumas encontram-se na tabela seguinte):


Diferentes níveis do síndrome

Este síndrome pode ser classificado de acordo com o grau de severidade das manifestações neurológicas, embora esta classificação não seja concensual. Neste trabalho, consideraremos a existência da 4 grupos.

  • Grupo 1: desenvolvimento normal sem sintomas neurológicos. A doença nestes pacientes pode-se manifestar através de hiperuricémia assimptomática com elevadas taxas de excreção de ácido úrico e gota. Estes pacientes são totalmente independentes em termos de actividades diárias e vida normal. Apenas quando rigorosamente examaminados podem apresentar distonia, défice de atenção ou comportamentos obsessivo-compulsivos.

  • Grupo 2: leves sintomas neurológicos. Estes pacientes podem ter algum nível de atraso mental. Os seus sintomas neurológicos podem dificultar-lhes a vida, mas continuam a ser independentes.

  • Grupo 3: sintomas neurológicos severos. Encontram-se numa cadeira de rodas. Não praticam a auto-mutilação.

  • Grupo 4: Apresentam o quadro clínico típico da síndrome.

Transmissão da doença

O Síndrome de Lesch-Nyhan é uma doença recessiva ligada ao X, pelo que, no caso de um casal em que a mãe é portadora e o pai é saudável,a distribuição de probabilidade de terem filhos doentes, portadores ou saudáveis é a que se encontra na figura.

Não se tem conhecimento de que algum homem com este síndrome se tenha reproduzido.
Contudo, estão registados 7 casos de mulheres doentes. Estes casos devem-se a dois factores:
  • Ocorrência de mutações de novo no gâmeta materno que levam à inactivação ou delecção do gene HPRT ;
  • Inactivação do X paterno.

Metabolismo

Num indivíduo normal, a enzima HPRT, representada no esquema pelo nº1, vai contribuir para a regeneração dos compostos anteriores, permitindo a formação de ciclos de regeneração de compostos.


Contudo, no caso dos indivíduos com Lesch-Nyhan, essa enzima não é produzida. Assim, no caso destes indivíduos, toda a guanina e toda a hipoxantina vai ser utilizada para produção de ureia, conduzindo isto a uma hiperuricémia que trará várias consequências (ver: sintomatologia)


A nível terapêutico, utiliza-se o Allopurinol, pois este vai actuar sobre a enzima xantina-oxidase travando a produção de ureia.


Sintomatologia

  • Metabólica

Os sintomas desta doença não são visíveis ao nascimento. O primeiro sinal a ser detectado nestes doentes é a cristalúria de ácido úrico (encontram-se cristais nas fraldas dos bebés devido à hiperuricémia).

  • Osteoarticular

O depósito de cristais de urato nas articulações, promove, numa fase avançada da doença, o desenvolvimento de gota e de processos de artrite.

  • Neuro-comportamental

A nível motor temos o desenvolvimento de sinais extrapiramidais e intrapiramidais.

Sinais extrapiramidais

Coreia - Movimentos arrítmicos do tipo de contracção forçada rápida, afectando os dedos, a mão, a totalidade do membro ou de partes do corpo;

Balismo - Movimentos involuntários de grande amplitude, geralmente ao nível dos membros superiores, habitualmente são unilaterais (hemibalismo);

Epistónus -

Distonia -

Atetose -

Sinais Piramidais

Espasticidade -

Hiperreflexia -

A nível cognitivo verifica-se um atraso mental severo.

A nível comportamental verifica-se a auto-agressão e a automutilação (sinais mais característicos desta doença). Estes comportamentos são obsessivo-compulsivos. É importante referir que a sensibilidade destes pacientes à dor se mantem intacta. Estes comportamentos têm início entre os 2 e os 16 anos de idade, e segundo alguns autores, é agravado pelo stress psicológico. Verifica-se também a copropraxia (conjunto de comportamentos de agressão às pessoas mais próximas) e coprolalia (utilização de palavras a expressões injuriosas quando o doente consegue falar);

  • Hematológica

É frequente a existência de anemia megaloblástica à devido ao aumento do consumo de ácido fólico para a produção de purinas

  • Outros

Verifica-se ainda um atraso no desenvolvimento testicular e na entrada na puberdade.

Bibliografia

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/bookshelf/br.fcgi

book=gene&part=lnshttp://www.OJRD.com/content/2/1/48

http://www.patient.co.uk/showdoc/40001407/

Doença de Gaucher