- Cocos gram +.
- Muito patogénicos.
- 2 espécies mais frequentes em seres humanos: Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium, que existem no tubo digestivo e cólon (flora comensal).
- Elevada sobrevivência no exterior do hospedeiro (várias semanas).
- Não forma esporos.
- Baixa virulência para o homem (poucos factores de virulência).
- Não é um agente patogénico primário.
- Precisa que haja alterações no indivíduo para o afectar: hospitalização ou medicação antibiótica de largo espectro, por exemplo, com cefalosporinas pois os enterococcus são-lhes resistentes. Assim a competição é eliminada e os Enterococcus proliferam, saindo do seu nicho habitual.
Infecções mais frequantemente causadas
- Infecção urinária.
- Infecção intra-abdominal.
- Bacteriémia.
- Endocardite.
- Infecções de feridas traumáticas ou cirúrgicas.
Profilaxia das infecções com Enterococcus
- Infecções endógenas (+frequentes) não podem ser previnidas.
- Infecções exógenas: descontaminação da pele e mucosas antes e depois do contacto e/ou manipulação de doentes e antes e depois de procedimentos invasivos.
Resistência a antimicrobianos
- Resistência natural (intrínseca) a: cefalosporinas, clindamicina, quinolonas e co-trimoxazol.
- Não têm susceptibilidade estável a penicilina e podem adquirir resistência a aminoglicosídeos, macrólidos, tetraciclinas, cloranfenicol e glicopéptidos.
- Podem ser resistentes a todos os antibióticos disponíveis no mercado. Contudo, como normalmente são pouco virulentos e pouco agressivos não é muito grave. Excepção: casos de endocardite multirresistente por enterococcus.
- Antibiótico de eleição: ampicilina. Por vezes, em situações graves (endocardite) associa-se também aminoglicosídeos (como a gentamicina) - Sinergismo.
- Essencial fazer um antibiograma para poder orientar a terapêutica.
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