terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Enterococcus

  • Cocos gram +.
  • Muito patogénicos.
  • 2 espécies mais frequentes em seres humanos: Enterococcus faecalis e Enterococcus faecium, que existem no tubo digestivo e cólon (flora comensal).
  • Elevada sobrevivência no exterior do hospedeiro (várias semanas).
  • Não forma esporos.
  • Baixa virulência para o homem (poucos factores de virulência).
  • Não é um agente patogénico primário.
  • Precisa que haja alterações no indivíduo para o afectar: hospitalização ou medicação antibiótica de largo espectro, por exemplo, com cefalosporinas pois os enterococcus são-lhes resistentes. Assim a competição é eliminada e os Enterococcus proliferam, saindo do seu nicho habitual.

Infecções mais frequantemente causadas

  • Infecção urinária.
  • Infecção intra-abdominal.
  • Bacteriémia.
  • Endocardite.
  • Infecções de feridas traumáticas ou cirúrgicas.

Profilaxia das infecções com Enterococcus

  • Infecções endógenas (+frequentes) não podem ser previnidas.
  • Infecções exógenas: descontaminação da pele e mucosas antes e depois do contacto e/ou manipulação de doentes e antes e depois de procedimentos invasivos.

Resistência a antimicrobianos

  • Resistência natural (intrínseca) a: cefalosporinas, clindamicina, quinolonas e co-trimoxazol.
  • Não têm susceptibilidade estável a penicilina e podem adquirir resistência a aminoglicosídeos, macrólidos, tetraciclinas, cloranfenicol e glicopéptidos.
  • Podem ser resistentes a todos os antibióticos disponíveis no mercado. Contudo, como normalmente são pouco virulentos e pouco agressivos não é muito grave. Excepção: casos de endocardite multirresistente por enterococcus.
  • Antibiótico de eleição: ampicilina. Por vezes, em situações graves (endocardite) associa-se também aminoglicosídeos (como a gentamicina) - Sinergismo.
  • Essencial fazer um antibiograma para poder orientar a terapêutica.


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